Mato Grosso, Segunda-feira, 6 de Julho de 2020
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Notícias / Saúde

29/06/2020 | 08:34

Sindimed: "Não adianta culpar à população se gestores batem cabeça"

Sindicato dos Médicos critica situação em Mato Grosso e critica discurso e atuação de gestões no Estado

Jad Laranjeira – Midia News

Os médicos de Mato Grosso estão trabalhando em seu limite. A falta de insumos, EPIs (Equipamento de Proteção individual), medicamentos e leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) têm preocupado a classe trabalhadora que atua na linha de frente no combate à pandemia da Covid-19 (coronavírus).
 
 
 
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), chegou a enviar um documento, no último domingo (21), para as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande pedindo o lockdown, para evitar mais mortes em razão do vírus.
 
 
 
Mesmo com a quarentena coletiva obrigatória, sendo decretada pelos dois Municípios após decisão judicial, o diretor de Comunicação do Sindicato dos Médicos, Adeildo Lucena, afirmou ao MidiaNews que nada será resolvido enquanto os gestores "baterem cabeça" sobre a real situação do Estado.
 
 
 
"Agora com os casos aumentando consideravelmente, há a necessidade de que as pessoas se conscientizem para não só proteger a si, mas cuidar do próximo também. Isso é fundamental. Não podemos, também, atribuir à população uma situação dessa, quando os próprios governantes estão batendo a cabeça. Eles têm que ter um discurso mais próximo para que a população acredite".
 
 
 
"O avanço da doença está sendo crescente nas últimas semanas. Então, agora seria o momento técnico para que se reduzisse essa transmissão, de forma a dar um fôlego para os serviços de Saúde, que estão lotados, abarrotados, tanto o público, quanto o privado. Isso não vai resolver completamente o problema e também não há garantia de que vá melhorar substancialmente, mas avaliando a curva de crescimento desde o início da pandemia até agora, vendo o número de óbitos, mais o número de vagas que temos de UTI, a gente realmente acha que é o momento" disse.
 
 
 
O mais preocupante, segundo Lucena, é ver colegas tendo que se afastar de suas famílias com medo de transmitir a doença, além dos profissionais de saúde que estão morrendo.
 
 
 
O profissional também falou sobre a necessidade em dar mínimas condições de trabalho e o que poderia ser feito caso a Saúde entre em colapso e falte médicos para atuar.
 

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